Trilhas de Conhecimentos - O Ensino Superior de Indígenas no Brasil

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Notícias de Março/2008

Com recursos do MEC, municípios vão construir 252 escolas em aldeias
28/03/2008

Ionice Lorenzoni

Coordenadores da educação escolar indígena de 21 estados discutiram esta semana, em Brasília, uma série de projetos que integram o Plano de Ações Articuladas (PAR) para o setor. Entre os temas, destacam-se a construção de escolas nas aldeias, a formação de professores e a produção de materiais didáticos. Participaram do encontro a Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena, representantes do Ministério da Educação e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10194


Acadêmicos indígenas participam de Congresso de Direito Civil
28/03/08

Nataly Foscaches

Rede de Saberes

Viabilizar uma maior participação dos acadêmicos indígenas em eventos de suas respectivas áreas. Esta é uma das prioridades do projeto Rede de Saberes, que entre outros eventos, está financiando a participação de seis universitários indígenas de Direito da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) no 6° Congresso de Processo Civil e Direito Civil de Mato Grosso do Sul. São eles: Genivaldo da Silva Vieira, Glaúcia Mara Dias, Frede Frank Lili, Simone Elóy Amado, que cursam o 3° ano, Arildo França, estudante do 4° ano e Ezequias Vergílio, que cursa o 5° ano. Realizado pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e coordenado pelo Professor Júlio César Souza Rodrigues, o evento que teve início no dia 27 e segue nos dias 28 e 29 de março, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, tem o intuito de discutir a Reforma do Código de Processo Civil e o novo Código Civil.

http://www.rededesaberes.org/www/index.html


História e cultura dos índios disponíveis no portal Domínio Público
27/03/2008

Maria Clara Machado / MEC

O portal Domínio Público pode ajudar professores e alunos a conhecer melhor a história e a cultura dos índios do Brasil. Além de documentos, artigos, teses, livros, poesias, o portal torna disponível para acesso, a partir desta quinta-feira, 27, a série Vias dos Saberes. São quatro volumes que abordam a temática indígena e étnico-racial. Todo esse acervo pode ser consultado gratuitamente. Professor e aluno podem se informar sobre a formação da identidade do povo brasileiro, por meio de uma diversidade de fontes e temas capazes de oferecer diferentes pontos de vista sobre a temática indígena.


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10182

Líderes yanomami participam de curso de gestão indígena na Atual
26-03-2008

Wilke Torres

Da Redação

Líderes yanomami participam de curso de gestão indígena na Atual Da Redação

Uma parceria entre a Faculdade Atual da Amazônia, Associação Software Livre e a Hutukara Associação Yanomami está possibilitando a 12 lideres indígenas a capacitação em diversas áreas como informática, português, direito, saúde, educação ambiental e cidadania. O curso tem duração de três anos, quando os líderes escolhidos por suas comunidades virão a Boa Vista por períodos de dois meses para estudar. Com o encerramento de cada um dos módulos, eles voltam para suas regiões e tornam-se multiplicadores de conhecimentos.


http://www.folhabv.com.br/noticia.php?editoria=cidades&Id=37544


A afirmação foi feita pelo ministro Fernando Haddad, em entrevista nesta terça
25/03/2008

Ionice Lorenzoni / MEC

Em sabatina na sede do jornal Folha de S. Paulo, na tarde desta terça-feira, 25, o ministro da Educação, Fernando Haddad, respondeu a perguntas de jornalistas e da platéia sobre a qualidade da educação pública, formação e salário dos professores, vestibular, expansão das vagas nas universidades e nas escolas técnicas e sobre os desafios que tem até 2010.


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10167


Estado discute ações e propostas à educação indígena em 15 municípios
24/03/08

Veronilda Lima / A crítica de Rondônia

Em atendimento à determinação do Governo do Estado de garantir educação de qualidade a todas as crianças e adultos em idade escolar, a Gerência de Ensino da Secretaria da Educação (GE/Seduc) está reunindo desta segunda (24) até a próxima quarta-feira (26) em Porto Velho cerca de 50 representantes da educação indígena de aldeias localizadas em 15 municípios rondonienses. O objetivo do evento, que acontece pela manhã e à tarde, no Rondon Palace Hotel, segundo a gerente de Ensino, professora Sônia Casimiro, é discutir ações, avaliar resultado de projetos já implementados e ainda apresentar propostas como à implantação do ensino fundamental de 9 anos, que deverá ocorrer de forma imediata/unificada e gradativa.


http://www.acriticaderondonia.com.br/paginas.asp?
idMat=3&CodMat=22367&munic=54&edit=6

“Política de cotas não tem pretensão de ser eterna", diz secretário
23/03/2008

Folha Online / Agência Brasil

A Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), completou cinco anos cinco anos de existência ontem (21), dia em que também se celebra o Dia Internacional contra a Discriminação Racial. Ao fazer um balanço das ações da pasta, o secretário-adjunto, Elói Ferreira, destacou a implementação da política de cotas para negros nas universidades.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u384908.shtml


Seminário sobre ensino médio no Alto Rio Negro produz documento e pede apoio aos órgãos públicos
20/03/2008

ISA

Realizado na maloca da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em São Gabriel da Cachoeira, (AM) o evento buscou estruturar um sistema de criação e fiscalização de políticas públicas relacionadas ao ensino médio indígena. Documento final detalha as propostas.

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2631


Drogas atrapalham desempenho de estudantes indígenas em Tabatinga, diz professor
19/03/08

Vladimir Platonow/Agencia Brasil

Enviado especial

Tabatinga (AM) - O consumo de álcool e drogas começa logo cedo na vida dos jovens da aldeia de Umariaçu 2, em Tabatinga (AM), e acaba repercutindo no desempenho escolar dos estudantes. A avaliação é do professor de artes Nilson Alexandre Ferreira.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/18/materia.2008-
03-18.3834403656/view


Universidades enfrentam desafio de formar quatro mil professores índios até 2010
18/03/08

Jornal da Ciência

Ionice Lorenzoni, da Assessoria de Imprensa do MEC

Hoje, poucos mais de mil professores cursam licenciatura específica

O Brasil tem este ano 1.044 professores indígenas fazendo licenciatura específica em nove universidades públicas federais e estaduais de estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Em maio e agosto, outros 85 professores, sendo 60 do Amazonas e 25 do Acre, iniciam cursos em seus estados.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id
=10113&interna=6

Carta da 37ª Assembléia dos Povos Indígenas de Roraima
18/03/2008

CIR

Excelentíssimos Senhores,

A 37ª Assembléia dos Povos Indígenas de Roraima, com a participação dos povos Ingaricó, Macuxi, Taurepang, Sapará, Samuná, Patamona, Wai Wai, Wapichana, Waimiri Atroari, Yanomami, Yekuana, reunidos nos dias 06 a 10 março de 2008, na comunidade indígena Barro, região Surumu, Terra Indígena Raposa Serra do Sol-RR, amparados pelos dispositivos constitucionais do artigo 176, 231 e 232 da Constituição Federal, na Convenção 169 da OIT e na Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas, após amplo debate e avaliação, assim declaramos e requeremos:


http://www.coiab.com.br/coiab.php?dest=show&back=index&id=42&tipo=N


Dourados terá projeto-piloto de incentivo aos indígenas
18/03/08

Maria Lucia Tolouei/Douradosagora

A Associação Estadual dos Direitos das Comunidades Indígenas (AEDCI) e
representantes das aldeias de Mato Grosso do Sul apresentaram ao Governo do Estado, há exatamente um mês, um projeto que deve iniciar em Dourados para depois ser expandido às outras 69 aldeias de Mato Grosso do Sul.


http://www.douradosagora.com.br/not-view.php?not_id=216861


Aluna de origem indígena é homenageada por estudante de Medicina da UFRGS

Formando no curso repassou a Lucíola o jaleco que utilizou durante a formação

12/03/08

Pollyane Silva, Especial, Jornal Zero Hora

A aluna Lucíola Maria Inácio Belfort, 31 anos, índia caingangue que entrou no curso de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) neste semestre, foi homenageada na manhã de hoje em uma sala do prédio da faculdade, em Porto Alegre. A idéia partiu do aluno formando do curso, Marcos Breunig. O estudante do 10° semestre entregou o jaleco que utilizou durante sua formação e disse que desde que soube que uma índia faria o curso de Medicina, decidiu que faria o gesto.


http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf
=1&local=1&section=Geral&newsID=a1792716.xml


Programa Rede de Saberes integra Relatório de Avaliação Externa
10/03/08

Por Antonio Brand

O Programa Rede de Saberes, UCDB e UEMS, integrou Relatório de Avaliação Externa dos Projetos Pathways en América Latina: Acción Afirmativa de Base Étnica e Instituciones de Educación Superior, elaborado por Sylvie Didou Aupetit e Eduardo Remedi Allione, do Centro de Investigación y de Estúdios Avanzados, do México. Os projetos Pathways, da Fundação Ford, estão presentes em cinco países da África e da Ásia, em 16 Instituições de Ensino Superior (IES) do México (atendendo cerca de 7 170 estudantes), duas IES do Peru, duas do Chile e cinco IES, no Brasil, incluindo duas IES com projetos junto aos afrodescendentes. Todos esses projetos têm propósitos e enfoques semelhantes, porém, incidências, armações institucionais e estratégias muito distintas. É fundamental destacar a diversidade de situações em que esses projetos se inserem, decorrentes de diversos fatores, tais como: - a situação muito diversificada dos povos em cada país, população, organização e estratégias; - a situação política interna em cada país, com ênfase na correlação de forças em cada local, região e país, papel político representado pelos povos indígenas, afrodescendentes e outros; - e, como já assinalado, a situação distinta das IES, entre outros. É importante não esquecer que, em se tratando da América Latina, estamos lidando com povos que trazem trajetórias históricas marcadas pela exclusão total (tanto social como cultural) e, de outro lado, com IES que sempre foram espaços totalmente identificados com os interesses das elites coloniais e, portanto, anti-indígenas. São raros, na história, os “encontros” entre as demandas e lutas dos povos indígenas e as IES. Trata-se, portanto, de uma disputa de poder, que envolve a todos, inclusive os acadêmicos índios. O Relatório destaca as dificuldades em construir experiências de interculturalidade ou, ainda, estabelecer um diálogo de saberes nas IES. É aí que mais claramente se manifesta a dupla dimensão da exclusão dos povos indígenas: a social e cultural. Parece ser mais fácil para as IES, hoje, dialogar com as categorias de exclusão e inclusão social. A persistência do preconceito contra os povos indígenas e sua cultura ainda segue impedindo experiências de interculturalidade nas IES. Como superar a visão de que não lidamos apenas com “sujeitos escolares carentes”, mas com “sujeitos étnicos diferentes”. Chama atenção, ao ler o relatório, o amplo universo de dificuldades dos acadêmicos índios, enfrentadas no cotidiano, decorrentes deste longo processo de exclusão total. Como dar-lhes apoio, pois essas dificuldades são de tal ordem que impedem a sua permanência nas IES. Aparece com destaque o problema dos currículos universitários, rígidos, enciclopédicos, disciplinares, apoiados em ensino linear e progressivo. Por isso, não bastam apenas mecanismos facilitadores para o ingresso dos acadêmicos índios como forma de superar a desigualdade verificada. A experiência desenvolvida pelo Programa Rede de Saberes é destacada em diversos momentos, em especial, pela forma como o Programa está sendo desenvolvido aqui na UCDB/UEMS, com ênfase no fato de ter uma equipe de pesquisadores, coesa e articulada, que dá sustentação ao programa e aos acadêmicos índios. O Relatório destaca o fato da equipe já ter uma histórica relação com as comunidades indígenas de origem dos acadêmicos, o que facilita o apoio extra-tutoria e a comunicação e a relação acadêmicos – comunidades. A existência da equipe do NEPPI é apontada pelos avaliadores como o grande fator diferenciador da experiência na UCDB. Um segundo destaque ao trabalho desenvolvido na UCDB diz respeito ao engajamento dos acadêmicos em projetos de pesquisa, apontado como relevante pelos avaliadores. Por isso, e tendo presente as discussões realizadas no encontro do México, vejo que a decisão de, no período de 2008-2010 – próximo projeto - centrar esforços no sentido de fortalecer a articulação dos acadêmicos com suas comunidades e organizações, bem como entre eles mesmos, está correta. Devemos direcionar o trabalho na perspectiva da autonomia desses povos, ou seja, para que as IES contribuam, efetivamente, para melhorar as condições de diálogo e para afirmação dos direitos indígenas no país.


http://www.rededesaberes.org/www/index.html


Indígenas do curso de Enfermagem Participam de Evento em Brasília
10/03/08

Equipe do PROESI

A FUNASA realizou nos dias 05 a 07 de março de 2008, em Brasília, o Seminário Estratégia e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para os Povos Indígenas, com o objetivo de avaliar e propor encaminhamento para o Projeto VIGISUS II que oferta bolsas para indígenas fazerem cursos na área de saúde (Medicina, Enfermagem e Odontologia).
Estavam presentes ao evento representantes de universidades como UEM, UFRR, UEL, UNEMAT, UFMT, UEA, UEMS, UnB além de órgãos como o MEC, FUNAI, FUNASA, CNE, MPF e organizações e lideranças indígenas.


http://indigena.unemat.br/modules/news/article.php?storyid=38

Acadêmicos do PROESI são aprovados para Mestrado
10/03/08

Equipe do PROESI

A aprovação de dois alunos egressos da primeira turma de graduação, no Curso de Mestrado em Ciências Ambientais, confirma a relevância do Programa de Formação de Professores Indígenas.
Os novos mestrandos (Professor Korotowi Taffarel e Maiua Meg Poanpo Txikão) são professores concursados da rede estadual e atuam na Área Indígena do Xingu.

http://indigena.unemat.br/modules/news/article.php?storyid=37


Novos representantes dos acadêmicos indígenas na UCDB discutem planos de ação
08/03/08

Por Nataly Foscaches

Durante a primeira reunião geral entre a equipe de coordenação do Rede de Saberes/ Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) com os acadêmicos indígenas da instituição, que aconteceu no dia 29 de fevereiro, foram eleitos através de voto aberto os estudantes que irão representá-los durante este ano letivo. Os escolhidos foram: a acadêmica Kadiwéu do curso de direito, Carla Mayara Alcântara Cruz e o estudante da mesma etnia que cursa história, Juvenil Cruz. Segundo os representantes, a experiência é fator primordial para atuar com responsabilidade e tato frente à universidade. Já que ambos participam ativamente desde o início do programa Rede de Saberes. “Sou uma das veteranas do Rede, e acredito que tenho uma grande capacidade para representar os demais colegas devido a experiência que adquiri vendo as representações passadas,” afirma Carla. “Neste momento, eu estou mais preparado para ser representante, pois já conheço o funcionamento do projeto. Isso facilita para buscar melhorias para os demais estudantes e a acompanhar o desenvolvimento do projeto,”complementa Juvenil. Para estes estudantes, o acesso e permanência nas universidades e o fato de representar os acadêmicos indígenas significa a busca de autonomia do seu povo e afirmação da cultura indígena. “Tudo isto, influencia de forma positiva por que quebra preconceitos, busca novos desafios e busca novas formas de incentivar os órgãos competentes a criar uma nova política de sustentabilidade para os povos indígenas,”explica o futuro historiador. “Cada conquista que adquirimos influencia diretamente na história dos povos indígenas, indicando que estamos crescendo juntamente com nosso conhecimento tradicional,” diz a acadêmica. De acordo, com Juvenil, além da dificuldade de permanência desta demanda de universitários indígenas, o maior obstáculo ainda é conseguir mais benefícios por meio das políticas públicas. Mesmo assim, os resultados do Rede de Saberes já é satisfatório pois possibilita uma maior ingresso de acadêmicos indígenas e menor índice de desistência. “Precisamos lutar para conseguirmos bolsas de estudos, moradia e alimentação junto aos órgãos competentes. Vejo que toda a movimentação que fizemos ainda não mexeu suficientemente com as políticas publicas, mas tivemos também algumas conquistas como a renovação do projeto e a grande entrada de novos alunos vindos da aldeia e também os números de desistentes diminuíram, graças à implantação do Rede de Saberes aqui na UCDB,” enfatiza. A partir deste contexto e da perspectiva indígena de organização e reivindicação, os representantes tem como principal plano de ação, agir em consenso com os demais universitários. “Pretendo atuar com o apoio de todos os acadêmicos, unindo forças para que possamos conquistar os novos objetivos,”compromete-se a acadêmica de direito. “Quero influenciar mais nas políticas indígenas para lutar como coletivo para conquistar nosso espaço,”reforça Juvenil.

http://www.rededesaberes.org/www/index.html


Programa que incentiva ensino superior para indígenas é elogiado em seminário
06/03/2008

Funasa

A coordenadora da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, Débora Duprat, classificou, nesta quinta-feira (6/3) como fascinante, a proposta debatida durante o seminário Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas, que está sendo realizada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no Hotel Lake Side, em Brasília.

A ação faz parte do conjunto de atividades a serem desenvolvidas para consolidação da Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena, previstas no subcomponente I do Projeto Vigisus II/Funasa.

“Não conhecia direito o projeto, mas fiquei bem impressionada. É interessante pensar que ações de educação não ficam presas a um único órgão (referindo-se ao Ministério da Educação). Mesmo não sendo obrigação, Vigisus e Funasa criaram um programa educacional para índios”, disse Duprat, referindo-se ao Programa Funasa/Vigisus que incentiva o ensino superior para indígenas.

Também presente a mesa de debate, Ramona Ferreira, coordenadora de apoio a gestão social da Funasa, aproveitou a ocasião para mostrar o funcionamento do sistema de atenção à saúde indígena da Funasa à Duprat. “É importante que todos saibam como funciona nosso sistema e nosso trabalho. Desde nossos trabalhos no topo da cadeia como na base, lá nas aldeias”, conclui.


http://www.funasa.gov.br/

Seminário apresenta relato de indígenas sobre parceria de universidades com o Projeto Vigisus
06/03/2008

Funasa

O seminário “Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas” prosseguiu nesta quinta (6/3), pela manhã, com o relato dos índios Gilmar Alcântara e Gércia Albuquerque, da etnia Baré, que cursam, respectivamente, odontologia e medicina, na Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

Eles elogiaram, no seminário, a parceria da Universidade com o Projeto Vigisus. “Graças ao Programa de Bolsa de Estudo da Funasa, conseguimos prosseguir os estudos”, ressaltou Gilmar Alcântara. Gilmar e Gércia alegam que só tiveram condições de prosseguir o curso graças à bolsa de R$ 900 que recebem da Funasa através do Vigisus, um programa em parceria com o Banco Mundial.

Os estudantes explicaram que as dificuldades começaram depois que foram matriculados na UEA como moradores da capital, sem serem ouvidos. Com isso, segundo as disposições da universidade, não tiveram direito ao auxílio alimentação, moradia e transporte, que só é dado aos alunos que vem do interior.

Gilmar e Gércia estavam quase desistindo do diploma, pois não tinham mais condições de se manter na Universidade, quando a Funasa anunciou em novembro passado a concessão das bolsas de estudos à estudantes indígenas, graças a iniciativa, os dois poderão concluir os estudos. O estudante indígena Gilmar Alcântara, agora vê seu sonho mais perto de ser realizado: “Apesar das dificuldades, fomos prosseguindo no curso, movidos da grande vontade de nos formar. Meu maior sonho sempre foi ser dentista”.


http://www.funasa.gov.br/

Orientadores do Rede de Saberes reúnem-se para discutir os trabalhos deste ano
05/03/08

Por Valeska Medeiros

Orientadores do Rede de Saberes reuniram-se na última quarta-feira (27) para discutir os projetos que serão realizados esse ano e a disponibilidade para orientação. Foi definido que para dar mais suporte aos acadêmicos, os orientadores acompanharão periodicamente a execução dos projetos. Os docentes terão 4h semanais para o aprimoramento da metodologia científica, já que os indígenas relatam que o maior impedimento na realização dos projetos é a falta de habilidade em produzir os trabalhos dentro das normas científicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O Rede de Saberes tem como objetivo desenvolver ações de apoio aos alunos indígenas em sua trajetória acadêmica, e esse ano está com 15 bolsas de auxílio para incentivá-los a iniciação científica.


http://www.rededesaberes.org/www/index.html


Indios universitários analisam futuro profissional
05/03/2008

Funasa

A perspectiva de futuro profissional, depois de formados, dos índios que estudam na Universidade Federal de Roraima, pode ser resumida em três pontos: dar melhor assistência às comunidades do estado, graças a uma formação humanística e científica que estão procurando consolidar. Participar do planejamento, juntamente com organismos colegiados, na formulação e avaliação das políticas públicas dos povos indígenas, propondo soluções e promover, nessas comunidades, ações de saúde em parceria com agentes e professores que atuam na área.

Essa análise foi feita ontem pelas alunas Josilene Marques e Rosiele Mangulão, da tribo Wapixana, que estão matriculadas nos cursos superiores e participam do seminário "Estratégias e desafios: acesso ao ensino superior para os povos indígenas", que se realiza em Brasília. Segundo elas, graças a uma bolsa de R$ 910,00 concedida pela Funasa através do Projeto Vigisus, em parceria com o Banco Mundial, está sendo possível a formação de 5 alunos índios na área de ciências econômicas, 5 em ciências sociais e 4 em medicina.

Segundo professor Marcos Braga, do Núcleo Isikiran de Formação Superior Indígena da UFR, que presta assistência aos índios matriculados e promove ações de recrutamento de futuros alunos, junto às comunidades, o trabalho tem sido árduo. E ele explicou: "Roraima é um estado onde os índios, por várias razões conhecidas, são olhados com grande restrição. Por isso é muito difícil promover sua interação com a sociedade. Os cursos universitários podem ser um bom caminho".

Terêncio Wapixana, Coordenador do Conselho Indigenísta de Roraima, concorda com a tese defendida pelo professor, destacando o papel dos caciques, que incentivam os jovens das várias comunidades a se inscrever nos cursos universitários, como forma não só de integração social, mas, sobretudo, para poder dar sua contribuição na área de saúde, às tribos de origem.

http://www.funasa.gov.br/

Índios formados pela UnB retornam a comunidades
05/03/2008

Funasa

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio do Projeto Vigisus II, está promovendo entre hoje e sexta-feira (7/2), o seminário Estratégias e Desafios: Acesso ao Ensino Superior para Povos Indígenas. O evento, que acontece no Hotel Lake Side, em Brasília, apresentou, nesta tarde um projeto que matriculou de 2006 para cá 22 indígenas na Universidade de Brasília. Antes disso, outros 15 índios foram transferidos para mesma universidade.

Pelo programa, os índios recém-formados devem retornar à aldeia de origem para ajudar a comunidade. Por conta disso, a maior parte deles estuda cursos da área de saúde e ciência agrária. Isso faz com que eles não percam a identidade cultural, além de facilitar a comunicação para os trabalhos de campo.

Os acadêmicos indígenas recebem ainda auxílio psicológico, tutor específico e vestibular diferenciado, quando são testados apenas nos exames de português, matemática e redação.

“Isso é muito importante para uma melhor inserção do indígena na universidade. Na primeira vez que trouxemos índios para a UnB sentimos que a falta de base durante o ensino médio dificultava o aprendizado no ensino superior”.

Após acompanhamento específico identificamos a falha e resolvemos o problema”, diz a coordenadora do serviço de orientação universitária e representante pelo acompanhamento dos indígenas, Aparecida Cunha.

Para coordenadora da Fundação Nacional do Índio (Funai) Maria Helena, a qualificação pré-ensino superior é de extrema importância. “A bolsa universitária é muito valorosa. Entretanto é preciso qualificar o ensino superior também’, ratificou.

A proposta do Programa de Bolsas de estudos para indígenas no Ensino Superior faz parte do conjunto de ações e atividades a serem desenvolvidas para consolidação da Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena, previstas no subcomponente I do Projeto Vigisus II/Funasa.


http://www.funasa.gov.br/

O projeto Trilhas de Conhecimentos foi encerrado em Outubro de 2009
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